Faixa superior para impressão

Ofertas - melhor para vender.

Fale Conosco

Notícias


Notícias

Setor de construção aquecido por grandes empreendimentos


Redação - Lugar Certo


Investimentos anunciados pelas construtoras hoje seriam insuficientes para atender a demanda gerada pelos grandes empreendimentos anunciados para o Maranhão

Aquiles Emir
O Imparcial


Ao discursar ontem na abertura do Painel Empresarial 2009, realizado no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, a governadora Roseana Sarney disse que somam-se aos grandes empreendimentos anunciados por Petrobras, MPX, Ambev, Ferroeste, Suzano, Consórcio Alumar e Vale os investimentos das empresas de construção civil, que devem entregar nos próximos anos cerca de 15 mil novas unidades habitacionais, entre casas e apartamentos, somente na capital. Segundo o empresário José Augusto Dualibe, proprietário da Escudo Engenharia, a projeção da governadora é apenas para os primeiros anos após a entrada em operação de todos estes projetos, já que os lançamentos feitos estão praticamente esgotados, ou seja, é preciso construir muito mais.

Um dos profissionais mais experientes desse ramo, o arquiteto Militão Gomes, também apostando no aquecimento do mercado, diante das colocações da governadora, recordou que até bem pouco tempo atrás era visto como algo gigantesco o lançamento de 3 mil unidades habitacionais no corredor da Avenida dos Holandeses, no trecho compreendido entre a Ponta do Farol e o Olho d´Água, entretanto o que se observa hoje é que essa quantidade não seria suficiente nem mesmo para atender os 5 mil empregos que podem ser grados com a construção da Base Naval, anunciada pela Marinha do Brasil. Ele destaca que não apenas em São Luís, mas também no interior do Estado estão sendo feitos grandes investimentos, sendo Imperatriz o que absorve maior volume.

Para Militão Gomes, esses números merecem maior reflexão por parte do poder público, pois São Luís não pode continuar sendo uma cidade limitada em termos de avenidas, isto é, carece de novos corredores para suportar o volume de veículos que irão transitar no deslocamento das pessoas, e isto, obviamente, favorecerá também o segmento da construção pesada.

Investimento
Embora sua empresa não atue neste segmento mais popular, Maurício Sales da MCC, diz que já está projetando novos investimentos para atender a demanda. Ele recorda que o primeiro condomínio lançado pela sua construtora, o Catamarã, levou trinta e um dias para ser comercializado, enquanto o segundo, o Farol de São Marcos, teve suas vendas concluídas em apenas uma semana, o que significa dizer que o mercado local é bom.

De acordo com Maurício Sales, à proporção que forem surgindo novos empreendimentos de grande porte aumenta também a clientela de nível mais exigente, portanto as empresas que vendem para esse público também.

Além das construções voltadas para as classes A, B e C, nas áreas mais nobres da cidade, São Luís vem sentindo um efeito positivo no setor de construção com as obras do Minha Casa, Minha Vida, que vai atender o público de poder aquisitivo menor.

Ao fazer a projeção das novas construções, a governadora quis alertar as empresas no sentido de que se tornem mais competitivas e fornecedoras dos megaempreendimentos, que, pelo volume de negócios que vão gerar, criarão um novo contingente de trabalhadores bem remunerados, que serão clientes em potencial.