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Sua casa em segurança


Redação - Folha de Londrina


Ainda pouco utilizado, seguro residencial pode minimizar danos causados por imprevistos

Fábio Ciquini
Euclides Moya de Freitas: ‘‘A vantagem é que não fico preocupado se o inquilino cuida bem do meu imóvel’’

A viagem de férias é um momento esperado durante o ano todo, mas sempre que chega a hora fica aquela apreensão de deixar a casa sozinha. E se acontece alguma coisa enquanto a família está fora, como um incêndio ou um assalto? ''O imprevisto sobrevém a todos e a única forma atualmente de se resguardar de situações imprevistas que venham causar prejuízos grandes e até mesmo a perda de todo o patrimônio é o seguro'', defende Claudemir Rosseto, delegado em Londrina do Sindicato dos Corretores de Seguros e Empresas Corretoras de seguros, Resseguros, Vida, Capitalização, Previdência Privada e Saúde no Estado do Paraná (Sincor-PR) e proprietário da Prevent Corretora de Seguros.

''O patrimônio é uma coisa que você leva a vida toda para conquistar e que pode perder em poucos segundos. Mas se a pessoa se prepara para o imprevisto, ele não causa o mesmo dano'', continua Rosseto. Para contratar um seguro de imóvel, os custos são menores do que para segurar um veículo, por exemplo. Isso porque um carro está muito mais exposto a acidentes e roubos, o que aumenta o custo da contratação. ''Pagando R$ 1 por dia é possível contratar um seguro de casa'', enfatiza.

O serviço foi uma opção que o ex-assistente administrativo Euclides Moya de Freitas encontrou para proteger o seu patrimônio, formado no decorrer de 20 anos com a compra da casa onde mora, além de outros oito imóveis hoje ocupados por inquilinos. Alguns deles são de madeira e ainda têm um sistema antigo de distribuição de energia. ''A vantagem é que não fico preocupado se o inquilino cuida bem do meu imóvel. Se acontecer uma explosão, eu - como proprietário - sou beneficiado e recebo indenização pelo dano'', pontua. O seguro de Freitas cobre incêndio, roubo e os móveis da casa onde mora. ''Não gasto mais que R$ 800 ao ano por isso'', conta. Para ele, o preço pago pelo seguro é baixo em comparação com o benefício que proporciona em caso de sinistro.

O seguro de uma residência custa menos de 1% ao ano do valor da apólice contratada, segundo o delegado do Sincor-PR. ''Grosso modo, o seguro cobre os principais riscos a que está sujeita uma casa, como incêndio, queda de raio, explosão, vendaval, granizo, roubo de bens, danos elétricos, pagamento e perda de aluguel'', explica.

A vigilante e manicure Edneia Rodrigues Bandeira incluiu, em seu seguro residencial, todos os seus bens importantes: computador, geladeira, máquina de lavar. ''São bens que, se perder, faz falta'', diz. Como ela e a família ficam fora durante a semana, a trabalho, e aos fins de semana viagens são frequentes, desde que adquiriu a casa no Jardim Imagawa (Região Norte), Edneia contratou o seguro. ''Seguro é uma coisa garantida, que você paga e, quando precisa, tem utilidade. Infelizmente, tem que pensar antes de acontecer'', comenta.

Assistência


Com o seguro, o usuário também tem acesso a serviços de assistência, como socorro para problemas hidráulicos ou elétricos, perda de chave e indicação de profissionais cadastrados. Assistência à linha branca, como fogão, lavadora e máquina de lavar, por exemplo, também é um benefício, mas o seguro cobre apenas o custo do profissional indicado para fazer o diagnóstico do problema. Em casos de viagem, até local para deixar o cachorro pode ser uma opção do seguro residencial.