Redação - Folha de Londrina
Edifício Monções, localizado no calçadão, foi construído na década de 50 e tem 3,2 mil m2 de área construída
| Edinho Irizawa |
| Fachada do Edifício Monções: 60 salas de tamanhos diferentes espalhadas em 8 andares |
Um prédio de 57 anos, inteiro à venda. Quem passa atualmente pelo calçadão, perto do Teatro Ouro Verde, vê essa cena. Trata-se do Edifício Monções, no centro da cidade, que foi posto recentemente à venda pela loteadora proprietária de mesmo nome. O prédio, construído em 1953 por Immo Vicentini, abrigou, na época, o Hotel Monções e o Banco Brasileiro para a América do Sul, e era gerenciado pelo filho do proprietário, Antônio Vicentini. O bar daquele hotel presenciou várias negociações em um período em que Londrina foi alçada ao posto de ‘‘Capital Mundial do Café’’.
O prédio pertence a uma loteadora que, com a venda, pretende diversificar os investimentos dentro da sua atividade. Segundo informações do proprietário que preferiu não se identificar, nos últimos anos as salas do edifício foram sendo desocupadas, mas não alugadas novamente já com a intenção da venda. O valor de venda do empreendimento não foi divulgado.
Luiz Moreira, gerente de vendas da imobiliária Santamérica, responsável pelas negociações, acredita que as possibilidades de venda do antigo edifício são grandes. ‘‘Até porque não existe outro prédio vazio no calçadão ou em qualquer outro lugar à venda’’, justifica. O empreendimento, localizado na Rua Maranhão, 65, tem 60 salas de tamanhos diferentes (com uma média de 10,62 metros quadrados cada uma) espalhadas pelos oito andares. São dois elevadores e um auditório, que vem da época do hotel, de 70 metros quadrados. A área total construída é de 3.238 metros quadrados, em 703.13 metros quadrados de terreno.
Na sua avaliação, o atual empreendimento poderá ser utilizado para fins comerciais, com o aluguel das salas ou pela rede hoteleira. ‘‘Já vimos hotéis instalados em prédios antigos depois de feita a revitalização’’, observa. Outra possibilidade é a venda para empresas que necessitam de espaços diferentes para seus departamentos reunidos em um mesmo edifício.
‘‘A vantagem (do prédio) é que a estrutura é fantástica. Antigamente, as construções eram feitas sem economia na estrutura. Com o tempo isso foi mudando e hoje gasta-se muito menos com a fundação, por exemplo. Os tijolos são maciços e se adaptam bem a reformas’’, garante Moreira. Segundo ele, o edifício está livre de fissuras ou rachaduras.
A última reforma foi feita em meados de 1986, quando foram feitas modificações estruturais para que o edifício fosse convertido de hotel para condomínio de salas comerciais. Ao possível comprador, de acordo com o imobiliarista, caberia apenas readequar os espaços e os sistemas elétricos e hidráulicos de acordo com as necessidades do segmento de atividade.
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