Vinícius Albuquerque - Da equipe do Diário de Natal
Com a suavidade da brisa que sopra à beira do Potengi e a leveza da boemia característica de seus bares, o bairro da Ribeira começa a redesenhar a sua forma e recuperar o brilho da estrela que foi outrora. A área que teve seu período áureo na década de 40, ficando conhecida pela vocação comercial, começou a se esvaziar no final da Segunda Guerra Mundial, caindo no esquecimento da população, do poder público e dos investidores. Agora, o bairro mais antigo da capital está de novo na mira dos empresários da construção civil e imobiliária que vêm naquele espaço oportunidades de habitação.
O mais recente sinal da nova ocupação da Ribeira foi o negócio firmado entre o grupo Marpas e a construtora Capuche. A antiga revendedora de automóveis da Volkswagen cedeu um terreno de cerca de 7 mil metros quadrados, por trás da Igreja do Bom Jesus, à empresa de construção civil para a obra de um residencial cujos detalhes ainda não foram revelados. A negociação chamou atenção com a afirmação da diretoria de Marpas que recebeu propostas de diversas empreiteiras potiguares, de outros estados e até mesmo de um grupo espanhol.
Para o diretor presidente do Grupo Empresarial Capuche, Edson Matias, a empresa está investindo na Ribeira por acreditar nos projetos de revitalização oriundos da Prefeitura Municipal, além da forma de cooperar do prefeito Carlos Eduardo. "Investimos também por ser um bairro que apresenta uma ótima infra-estrutura (esgoto, transporte,etc), sendo uma excelente opção de moradia. Vale a pena investir em uma região rica historicamente, com uma arquitetura peculiar e de grande beleza. A ponte vem como valor agregado para o local, o que se reverte em um ponto bastante positivo", conta Edson, acrescentando que a previsão é que o Grupo Capuche lance já no primeiro trimestre de 2008 seu primeiro empreendimento na Ribeira.
O interesse dos investidores parece ter sido despertado cerca de um ano depois que a Prefeitura de Natal iniciou as obras de revitalização da Ribeira com um grande projeto para o Largo do Teatro Alberto Maranhão e a Rodoviária Velha. Mas, anterior ao processo que culminou com a troca realizada pelos empresários de Marpas, outros empreendedores já mostraram que acreditam na recuperação daquela região. Somente, na Rua General Gustavo Cordeiro de Farias, que liga o bairro à Avenida Nilo Peçanha, o empreendimento da Capuche será o quarto do segmento habitacional. Um está concluído, outro com as obras em execução - com mais de 40 andares ? e um terceiro está na fase das vendas.
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