Redação - Lugar Certo
Peças, móveis, tecidos… China e Japão emprestam um pouco de suas culturas para quem aprecia um espaço zen dentro de casa
Seja pelo estilo clássico chinês ou o minimalista moderno japonês, de tempos em tempos a moda oriental ressurge nas exibições de decoração. Hoje, os experts em design de interiores da cidade, seguindo a tendência mundial, adicionaram o espaço zen à lista de ambientes que passam por uma nova decoração. Em cada edição, esse cômodo recebe uma releitura mais contemporânea, mas quase sempre com o mesmo objetivo: um local destinado à meditação.
Tudo bem que o design oriental combina melhor com ambientes mais tranqüilos, como quartos e jardins, mas nada impede que qualquer cômodo seja decorado com essas características. Um detalhe, no entanto: é preciso saber que ambientes monotemáticos são perigosos, pois é muito fácil pecar pelo excesso. A arquiteta Kely Carvalho conta o segredo: Para fazer funcionar um ambiente japonês, é preciso usar algumas peças orientais versáteis, como o futon, e ajustá-las ao estilo de vida ocidental.
Por exemplo: a decoração oriental contemporânea não obriga que sejam usadas camas e mesas baixas, clássicos do design japonês. Como alternativa, é possível apostar em móveis com estilo ocidental, de madeiras claras, que representam o bambu, ou madeiras escuras com goma de laca preta. O que deve dar o toque japonês ou chinês são os adornos colocados no ambiente basta escolher alguns símbolos da cultura e usá-los como enfeites. O arquiteto Hélio Albuquerque explica que quase nada é novidade quando se trata de um ambiente oriental. E completa: O segredo para renovar é fazer uma releitura do material que já existe.
As arquitetas Juliana Santana e Sabrina Estrella optaram por uma mesa baixa. Os bancos, feitos de alvenaria, foram adornados com almofadas mais contemporâneas. Mas para dar o toque japonês, elas decoraram o espaço com bonsais e lanternas. O tapete, que parece bambu, fechou o ambiente com um charme inconfundível. |
A cultura oriental confecciona lindos tecidos que, devido à delicadeza dos trabalhos, podem ser usados como adornos. No caso deste quarto, decorado pela arquiteta Kely Carvalho, um painel foi feito a partir de um tecido com tema japonês para compor o ambiente. Embaixo da cama, um tablado de madeira funciona como local para meditar. |
Espaço zenO local destinado à meditação, decorado pela arquiteta Kely Carvalho, ocupa uma pequena parte do quarto do casal. Junto com os tablados de madeira clara e os bonsais, as pedras de seixo branco caracterizam o cômodo zen-minimalista. As lanternas, símbolo típico oriental, dão o toque final. |
No quarto, desenhado pelos arquitetos Hélio Albuquerque e Sonia Peres, as cores, formas e materiais são utilizados para representar aspectos da cultura oriental. As madeiras claras dos móveis, por exemplo, lembram o bambu, muito usado pelos chineses. Já a lanterna redonda, normalmente feita de seda e arame, foi desenhada em plástico e inox. Um ótimo exemplo de releitura. |
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