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Denise Menezes - Estado de Minas
Estabilidade econômica e investimentos públicos em infraestrutura animam mercado imobiliário
| Gladyston Rodrigues/Esp.EM/D.A.Press |
| Rui Gondim, da Vivar, destaca migração dos empreendimentos para Sul e Norte de BH |
Agentes do mercado imobiliário esperam este ano que os imóveis da Região Metropolitana de Belo Horizonte mantenham trajetória ascendente de valorização. A estabilidade econômica do país e o crédito farto, com juros menores e prazos maiores, associados a fatores regionais como os investimentos públicos em melhorias viárias, especialmente no Vetor Norte de crescimento de Belo Horizonte, como a construção da Linha Verde e o alargamento da Avenida Antônio Carlos, são as principais razões para o otimismo.
Com a economia a pleno vapor, o país gera mais empregos e renda à população e parcela significativa dos brasileiros que até poucos anos atrás não tinha qualquer perspectiva de adquirir um imóvel aproveita agora as condições favoráveis de crédito para realizar o sonho da casa própria. Mesmo o investidor, que durante um bom tempo passou ao largo do mercado imobiliário, em função dos preços então pouco atrativos do aluguel, gradualmente volta a aplicar em imóveis, animado por uma rentabilidade competitiva em relação às aplicações no mercado financeiro e pelas garantias mais sólidas oferecidas ao proprietário de imóveis alugados pela nova Lei do Inquilinato. Com a demanda em alta, a tendência é de preços mais elevados para os imóveis.
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Ritmo mais acelerado
Áreas ainda disponíveis
Outro fator importante, de caráter regional, que deve impulsionar a valorização dos imóveis em determinas áreas de Belo Horizonte e em alguns municípios vizinhos é a escassez de terrenos, sobretudo na Região Sul, situação que limita a oferta nos pontos mais nobres da cidade. De acordo com Evandro Negrão de Lima Júnior, vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), levantamento recente realizado pela entidade, em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), aponta que restam em Belo Horizonte menos de 30 mil lotes disponíveis e boa parte deles tem uma topografia acidentada, o que desestimula o aproveitamento, em função do custo mais elevado de produção.
"Belo Horizonte é um município relativamente pequeno e é nítida a escassez de terrenos na Região Sul da cidade. Hoje, é praticamente inviável comprar um terreno principalmente nos bairros mais nobres, como Lourdes, Santo Agostinho e Funcionários, onde o preço do metro quadrado varia entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Esse valor se reflete no preço final da unidade e essa é mais uma razão para que os empreendedores busquem investir em outras regiões", diz o diretor comercial da Lar Imóveis, Luciano Guimarães.
A migração dos empreendimentos, observa Rui Gondim, diretor da Vivar Imóveis, caminha, no Vetor Sul, em direção a Nova Lima, especialmente nos bairros Vila da Serra e Vale do Sereno, e no Vetor Norte, para bairros da capital e municípios próximos à nova sede do governo do estado, a Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, em Venda Nova. "Nova Lima é o destino natural dos empreendimentos de alto padrão e de luxo. Bairros como o Vila da Serra e o Vale do Sereno são praticamente uma extensão da Região Sul de Belo Horizonte e oferecem ótimas oportunidades para o investidor, que pode comprar um imóvel na planta e se beneficiar da valorização a partir da entrega das chaves", destaca.
Já os bairros e municípios situados no Vetor Norte, assinala Gondim, registram grande número de empreendimentos imobiliários em decorrência das medidas de estímulo ao desenvolvimento promovidas pelo poder público, como a transferência da sede do governo e as melhorias na infraestrutura viária. "Desde o anúncio da transferência, há grande valorização dos imóveis, sobretudo dos terrenos, e a tendência é que esse movimento ganhe força com a ocupação da Cidade Administrativa."
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