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Vida de condomínio: Segurança preservada


Redação - Estado de Minas


Gladyston Rodrigues/Esp.EM/D.A.Press
Para Marcelo Machado, capacitação de funcionários garante sossego dos moradores

Para preservar o patrimônio do condomínio e a segurança de seus moradores e usuários, uma medida fundamental é o controle de acesso de funcionários do prédio e das unidades e de outros prestadores de serviço. "No condomínio, seja ele comercial ou residencial, o controle de acesso dos funcionários é tão importante quanto é nas empresas, para a preservação da segurança. Portanto, o condomínio deve manter regras formais sobre posturas, procedimentos e trânsito de funcionários dentro de suas instalações, e também sobre punições para eventuais transgressões", orienta o consultor de segurança Marcelo Machado, diretor da Imag'in'Action Sistemas de Segurança, empresa que atua no mercado de Belo Horizonte.

Na avaliação do consultor, para a formulação das regras de acesso, circulação e permanência de funcionários e prestadores de serviço em suas dependências, o condomínio deve contar com a ajuda de especialistas e se basear nas ocorrências que já tenham sido registradas em sua rotina. "As normas devem ser ainda democraticamente discutidas com os condôminos, porque a adesão às propostas será fundamental para que as medidas tenham eficiência", destaca, ao observar que as regras estabelecidas para o controle de acesso de empregados e prestadores de serviço devem estar hamonizadas com um plano geral de segurança desenvolvido para o condomínio.

A legalidade é outra preocupação que deve nortear a formulação das regras. "Não adianta impor regras que não encontram apoio no direito. A aplicação de medidas ilegais pode trazer ainda mais transtornos ao condomínio. Por isso, é preciso também buscar uma consultoria jurídica", aconselha Marcelo Machado.

Ele informa que, no próprio contrato de trabalho dos funcionários, o condomínio pode detalhar as posturas e procedimentos que devem ser cumpridos pelo empregado dentro das depedências do prédio. O mesmo pode ser feito no contrato de trabalho dos empregados domésticos das unidades. "O contrato já pode trazer cláusulas que estabeleçam horários, áreas em que possam circular no prédio e até procedimentos a que estarão sujeitos os funcionários em caso de uma ocorrência, como as revistas, que são comuns em empresas e condomínios comerciais", assinala.

Além de regras legais e adequadas, democraticamente discutidas e aprovadas pelos condôminos, o condomínio deve investir na capacitação e treinamento dos colaboradores responsáveis por executar as medidas de controle. "Os funcionários ligados à área de segurança, como porteiros e vigilantes, precisam estar capacitados a executar com eficiência as medidas, que devem ser seguidas à risca, porque a falha no sistema de segurança é que propicia a oportunidade para o criminoso. Mas tudo deve ser feito de maneira humana, preservando até um eventual suspeito de humilhações. As regras devem ainda ser aplicadas para todos, sem distinção, para evitar erros de julgamento", frisa.

Em condomínios onde não há funcionários na portaria, diz o consultor, as regras precisam estar ainda mais claras para os condôminos, que devem ser conscientizados sobre a importância dos procedimentos formais de segurança. "Nesse tipo de condomínio, o controle geralmente é feito por um morador ou empregado da unidade. Assim, se há uma regra, por exemplo, que proíba a entrada de entregadores nas dependências internas do edifício, os moradores precisam entender que a medida visa a sua segurança para se dispor a atender o visitante na entrada do prédio ou em uma outra célula segura, que pode ser monitorada por câmaras. Uma boa forma de convencer é mostrar aos condôminos reportagens sobre crimes em condomínios, ocorridos em função de posturas negligentes", ensina.

Somente depois de estabelecer regras, conscientizar condôminos e funcionários sobre a sua importância, o condomínio deve pensar no investimento em equipamentos eletrônicos. "Hoje, existem inúmeros equipamentos de controle de acesso, com cancelas ou catracas liberadas por meio da digitação de senhas, código de barras de crachás e de biometria (leitura das impressões digitais), além dos sistemas de monitoramento por câmeras. Há sistemas em que é possível inclusive liberar o acesso de funcionários somente em determinados horários e em áreas restritas do prédio, como um andar. Mas, para ter eficiência, o sistema precisa ser bem dimensionado às necessidades do condomínio, assim como quem vai operar esses equipamentos precisa ser treinado", destaca.

Marcelo Machado lembra ainda que as medidas de segurança devem ser constantemente revistas e atualizadas. "À medida que vamos diminuindo as vulnerabilidades do edifício, o criminoso também vai se aperfeiçoando, buscando outras oportunidades, portanto, as medidas devem periodicamente passar por uma avaliação para eventuais aprimoramentos", considera.

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