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Humberto Siqueira - Estado de Minas
Tecnologia mineira para reforço de fundação comprometida convence pela eficácia, rapidez, economia e baixo nível de ruído
| Jair Amaral/EM/D. A Press |
| Diretor técnico da Arcos Engenharia, Pedro Elísio da Silva destaca as vantagens do sistema de microestacas |
Na década de 1980, os trabalhos da Arcos Engenharia de Solos foram contratados para resolver o problema de uma rede de água, próxima a uma construção em Belo Horizonte, que estourou. Além disso, havia uma forte chuva e, como a fundação do prédio era direta, a água começou a afetar o subsolo e a inclinar o edifício. Diante do problema, a equipe da Arcos trabalhou exaustivamente para encontrar uma solução e resolver a situação.
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Foi assim que as microestacas começaram a ser desenvolvidas. A equipe percebeu que seria necessário levar uma estaca a mais ou menos 20 metros de profundidade e precisava de um elemento de fundação para chegar até a rocha. Para isso, adaptaram um equipamento para execução de tirantes (elementos lineares capazes de transmitir esforços de tração entre suas extremidades), tendo como reação os pilares do prédio. Conseguiram, assim, evitar um acidente e criaram, diante de uma emergência, uma nova técnica para reforço de fundação utilizando as microestacas.
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Tubos suportam até 60 toneladas
Desenvolvida pelo diretor técnico e sócio da Arcos, Pedro Elísio da Silva, a técnica vem sendo usada e aprimorada há mais de 20 anos com sucesso, oferecendo soluções que antes a engenharia não tinha. "À medida que aplicávamos as microestacas, fomos percebendo novas possibilidades de uso. Até que surgiu a oportunidade de trabalhar com empresas que têm normas rígidas de segurança, como na Refinaria Gabriel Passos, da Petrobras, onde não pode haver faísca ou chama alguma. E onde as perfurações devem ser cuidadosas e precisas, pois por ali passam centenas de tubulações", pontua o diretor técnico da Arcos Engenharia, Pedro Elísio da Silva.
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Com a técnica, a Arcos Engenharia já conseguiu evitar a ruína de edifícios antes condenados. "Fizemos um trabalho em Mariana, Região Central de Minas Gerais, de um casarão que foi desocupado e condenado. Com 45 dias, ele estava seguro e liberado para uso novamente. E com baixo custo. Acredito que o desafio da engenharia não é construir. Isso muita gente pode fazer. O desafio é construir com qualidade e economia", defende.
Uma grande vantagem do sistema, apontada por Pedro, é a de que as microestacas demandam equipamentos bem compactos para sua aplicação. "Geralmente, os bate-estacas são enormes e muito barulhentos. Desenvolvemos um compacto e elétrico, o que reduziu consideravelmente o nível de ruídos. Assim, conseguimos entrar em quase todo tipo de espaço e aplicar as microestacas por meio da própria fundação", diz.
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